03 abril 2011

É incrível como cada cena que ocorre a todo momento de nossa vida pode ser simplesmente lembrada em um pedaço de papel. Ela está ali, congelada... o tempo congelou em cores, em olhares, e está ali presente, disponível a todo tempo que quisermos apreciar e lembrar.
Ela caminhava, câmera na mão, um caderno e um lápis dentro de sua bolsa. Fotografava qualquer coisa que lhe passasse na frente, e que lhe tocasse de alguma forma. Poderia ser uma simples flor no gramado, quanto um beijo de cinema, acidental. O sorriso jamais saia do seu rosto.
Sua câmera captou dois olhares apaixonados, voltados para eles. Era possível ser visto mesmo que por uma distância um tanto quanto longa, os traços - ou rugas - em seus rostos. Aquilo foi como um prêmio que ela havia recebido naquele dia. Lentamente se aproximou, daquele velho, mas tão jovem de espírito casal, perguntando se de alguma forma ela poderia fotografa-los. Recebeu um sim sinalizado com um pequeno movimento com a cabeça e um sorriso no rosto.
Um momento quase que inútil para qualquer pessoa que passasse por ali foi congelado contra o tempo. Um momento que ao decorrer dos anos, na memória não seria tão bem lembrado, mas estaria ali, revelado, retratado em um pedaço de papel, que duraria mais tempo que previsto...

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