E esse sono que veio vindo, veio vindo... até fechar os olhos e dormir.
Não sabia muito bem aonde estava indo, mas não queria pedir informação a ninguém. Se sentia na obrigação de achar o caminho sozinho.
Abriu os olhos, sentou-se na cama, e olhou no espelho. Estava com um olhar cansado, se sentia cansada. Voltou a dormir.
Rua vai, rua vem, mas todas as ruas pareciam iguais. Andava em círculos em várias ruas desertas, numa madrugada vazia. Precisava falar com alguém.
Era a terceira vez que acordava, agora olhando no relógio: duas horas. Era tarde, e percebia que faltava algo no quarto. Ou alguém...
Sentou-se num banco qualquer de uma praça, com as mãos no rosto. Lembrou-se da porta batendo com força, dos gritos, da discussão. Se sentia péssimo.
Não conseguiu voltar a dormir, a preocupação não deixou. Olhava desesperadamente o relógio, o celular sem bateria. Se sentia péssima, não era para nada ter acontecido. Continuou sua xícara de café.
Levantou do banco e saiu andando para algum dos lados. Não que não tivesse tentado algo do tipo, mas sentiu que dessa vez iria conseguir.
Ouviu a maçaneta rodando, deu um pulo da cadeira, alívio. A porta se abriu, e pode ver...
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