Precisava dar um mergulho e assim fez... e demorou para voltar a superfície. A noite estava quieta e fria, se encontrava sozinha em casa.
Meados de junho, o frio era cortante. Estava no quintal de sua casa, agasalhada, enrolada em um cobertor, observando a água da piscina que se movimentava com o vento. Seu corpo estava ali, mas sua cabeça se encontrava distante de tudo e todos. Foi interrompida pela barriga, nada agradável, que pedia desesperadamente por comida, já que ao certo deveria estar de estômago vazio há um bom tempo. Levantou-se, caminhou até a cozinha, fez um lanche e voltou comendo até o local que antes estava. Não tinha pressa, e comia em silêncio.
Terminou, foi novamente a cozinha, deixou o prato com farelos, e novamente voltou para o quintal. A água a chamava, sabia que chamava. Involuntariamente levantou-se, deixou o cobertor no chão. Tirou o agasalho que vestia por cima de uma grossa blusa que também foi tirada em seguida, junto com as meias. Estava apenas de calça e camiseta. O vento batia, seu corpo tremia, mas parecia não perceber nada disso. Pulou.
E demorou para voltar a superfície.
Saiu da água gelada. Tremia. Pegou suas roupas, a coberta e entrou na casa, molhando todo caminho que fez. Tomou um banho quente, colocou uma roupa quente, fez um chocolate quente, deitou em sua cama quente. Dormiu.
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