Olhe no espelho. Veja como é fácil para ele por o nariz, por sua máscara. No picadeiro, despido de tudo que lhe veste, o tempo que lhe cobre, a vida denuncia. Na plateia, apenas máscaras e almas por detrás das máscaras, que ele ao se mascarar, tira.
Mas veja! Ali, na lona, algo novo acontece. Uma torta, uma porta, um tombo, e risos. Me lembra Carlitos, me lembra sorriso. Ingênuo, e máscaras caem. A cada sorriso, uma máscara a menos. Um novo tempo surge. O espetáculo continua, o show continua, a vida parece fluir. Por uma hora, os espectadores sentiram. Esqueçam correias. O último truque acaba. Quase que coordenado a plateia novamente se veste, se esconde para um teatro individual. Meu grande amigo está no camarim, tirando a maquiagem, tirou o nariz.
A face se confunde a muitas outras que se vê pela rua, e ele espera o verdadeiro show, e segue como espectador da própria vida.
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