11 março 2013

É como uma pintura no céu. Uma foto preto e branco mergulhada no universo de cores. Ela se move... ela tem som, ela me acalma a alma. Ah! Doces nuvens, tão distantes mas tão próximas, não as sinto inertes ao mundo e sim com uma extrema tranquilidade.
Os primeiros pingos batem no vidro, anunciando a chuva que deseja surgir. Escorrem pela janela como lágrimas vindas do céu conforme toda dança vem formando, o ritmo aumenta, e essa visão do mundo externo fica embaçada.
Trovões iniciam a orquestra, tão tímidos. E as gotas caem no chão. Fecho os olhos e me sinto distante de todo o resto que agora não importa. Um momento singular, pessoal. Gostaria de molhar-me com essa chuva santa.
A calma que vem consigo, mesmo recheada de elementos fortes. A delicadeza que encontro em tal cena.
Pés, pernas, troco, e um par de braços e mãos, juntamente com o pescoço e a cabeça apoiados no conforto de uma cama, privados de sentir a chuva. Apenas a imagino em contato com minha pele. Renovação.
Uma cena tão pequena, ínfima em um universo regido pelo tempo. E paramos um momento para degustar de tais coisas, tão singelas, mas necessárias para constatar que estamos vivos.

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