Fora abandonada ali, em um lugar qualquer. Como iria saber onde estava, se nem bem ao certo sabia como havia parado ali? Sua cabeça revirada em páginas que se perderam no tempo em que estava em seus sonhos. Como sair? Como chegar à saída de algum lugar que nem ao menos havia uma entrada? Olhava ao seu redor e apenas via um deserto de esperanças despedaçadas, pedaços de almas partidas, tudo no sentido mais literal da palavra. Pedaços do que parecia ser uma mão de vidro, uma perna, um braço, um rosto. Duas faces, três, quatro, e quanto mais andava, mais faces sem cor apareciam enterradas na areia branca. Como alguém poderia abandonar uma criança tão pequena num lugar desses? Sentia medo, sentia frio, sentia fome. Chorou sozinha, chorou sem ser ouvida, chorou só por chorar. Dormiu. Acordou com o sol invadindo seus olhos, respirou bem fundo e percebeu...
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