Tenho uma confissão a fazer. Uma confissão que não faço com pesar, o que faz com que tudo seja leve, talvez a vida devesse ser mais leve. Talvez eu me sentisse menos artista, talvez eu não estivesse respirando corretamente. O que me faltou talvez fosse o ar, fosse a ar-te. Talvez eu tivesse sido mais namorada, mais estudante, mais filha, mas, menos artista. Menos eu.
Talvez o prazer não fosse mais tão importante, pois a responsabilidade sempre tem prioridade. Bom, o prazer faz falta, na realidade o que mais faz falta sou eu mesma. Um tempo, o meu tempo, um tempo meu. Tudo é passageiro, todos são passageiros, as coisas mudam, a gente muda. Não sou passageira para mim mesma, terei que me aguentar para o resto da vida, preciso de uma relação saudável comigo mesma. Talvez fosse isso que faltava. Talvez eu precisasse me fazer feliz. Talvez eu sinta falta do artista. Não há mais talvez, há certeza. Certeza da saudade. Da saudade do artista. Da artista. Saudades de mim.
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