21 setembro 2012

Meus olhos o observaram passar. E passou. Não olhou para mim, não virou o rosto, não mudou a expressão, apenas passou. Assim como todos passam, assim como tudo passa.
Seus olhos abriram e a fitaram. Parecia confuso. Como alguém tão pequeno parecia tão esperto? Parecia que já sabia tudo que diziam a ele, como se entendesse tudo que lhe mostravam. Como conseguia?
Abriu a janela do carro, e apenas disse "desculpe, estou sem trocado", e o que recebeu foi algo como "obrigado, Deus te abençoe". Seguiu seu caminho quando o semáforo mostrou o sinal verde, e chegou na empresa mais ou menos as oito horas da manhã. Bateu seu cartão, sentou em sua mesa, e passou o resto do dia na frente de uma tela de um computador, apenas vendo números e finanças.
"Eu te amo", "Ah, obrigada"...
"E esse calor? Será que nunca vai embora? Não aguento mais.... (depois da chuva)... E essa chuva? Nunca vai passar? Daqui a pouco minha casa inunda, não dá pra fazer nada!"
Você passou, e voltou, e olhou, e cumprimentou. E eu sorri, e você sorriu, e seguiu seu caminho, e segui meu caminho...

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