Talvez seja o fato de eu não saber ao certo sobre o que escrever. Talvez seja o fato de esperar algo muito maior do que realmente possa ser feito. Ou talvez não seja nada disso.
O que realmente se espera de agora? Não se espera nada, pois já se sabe que não há de vir nada que seja esperado. O inesperado é o que realmente se espera. O que é irônico, já que esperamos pelo fato de não se esperar nada. Espera, acho que estamos a espera de um milagre.
Milagres não acontecem, ou quem sabe acontecem... há quem não acredite em milagres, há quem acredite até demais. Talvez eu seja cética dos céticos, e não acredite que não se possa acreditar em nada. Mas se acreditamos em algo que não vemos, o que realmente é real? Talvez a realidade seja relativa.
Mas nada é relativo. Tudo que acontece é real... será mesmo que essa realidade é tão real quanto o que penso? E se eu não pensar em nada? "Penso, logo existo", penso, e de certa forma tenho alma. Galinha tem alma? Quanto pesa uma alma? 21 gramas... não, não acho que minha alma pese só isso.
O pensar pesa. Pesa pensar no que não queremos pensar. Pesa sentir. Tudo pesa, e pesamos consequências. Consequências acontecem o tempo todo, pelo fato de pensar... e existir. Esperamos por consequências.
É certo que esperamos por algo que não sabemos, e acreditamos em algo que não vemos, e céticos não são céticos, e esperamos por consequências que nem chegaram. Há quem viva no passado... saudosismo... há quem viva no futuro... quero meu presente. Quero meu agora.
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