Gira gira minha flor, não pare de girar. O mundo está parado, o tempo está parado, o que resta é girar.
Roda roda, não pare de rodar, nessa roda todos giram, todos dançam, vem comigo.
Vai ficar aí sentada? Não se acanhe, vem aqui, pegue a minha mão, eu e tu, todos giram.
E nessa tarde ali na praça, a festa não teve fim. Varou até a madrugada, e no dia seguinte, ninguém apareceu. Só era visto um cachorro, um vira lata, parado, como estátua. O tempo parou. O relógio da igreja não tocou. Os carros na rua, imóveis. E a pequena olhava de relance para tudo e todos. Nem vento, nem movimento, nem som, nem um nada. Começou a girar.
Gira gira minha flor, não pare de girar. O mundo está parado, o tempo está parado, o que resta é girar.
Devagar, o cachorro, o vira lata, começou a latir e correr atrás do rabo em movimento circular. Os carros andavam nas ruas. O relógio bateu. O som foi ouvido. O tempo voltou. E a pequena... bem, a pequena girou e girou e girou.
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