06 junho 2012

O teto estava bonito aquele dia. Nuca reparara na pintura branca, e como a luz batia de relance nele. A cama parecia mais confortável, talvez porque estivesse quente, e as cobertas, espalhadas pela cama, tivessem formado uma espécie de ninho. Olhou para o relógio. Decidiu não levantar ainda. Continuou a admirar a brancura do teto, e conforme os finos raios de sol invadiam frestas da janela, o quarto parecia um pouco iluminado. O dia estava cinza. Não precisava olhar para fora para saber que esse era mais um daqueles dias nublados. Olhou mais uma vez para o relógio. Virou para a parede. Observou a parede lentamente, e sentiu um certo aconchego. O silêncio. Ah, como era fantástico aquele silêncio. Brincava com os dedos dos pés, observava mais uma vez o teto. O teto, que instigava tanto. Olhou mais uma vez o relógio, decidiu que seria a ultima vez a olhá-lo por hora. Decidiu não sair da cama.

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