14 dezembro 2012

E tudo pode ser dito. Tudo que se quiser dizer. Talvez queira contar um conto, ou as vezes se segue um desabafo. É incrível a capacidade de se escrever, a capacidade de transmitir o que se sente em palavras impressas em um papel, ou em uma tela de computador. Aliás, o ser humano é dotado de capacidades maravilhosas, e ao mesmo tempo também é dotado de uma ignorância absurda. É um ser imperfeito, e isso causa a perfeição.
Se formos analisar, o erro é algo certo. A capacidade de errar é algo certo. A capacidade de errar é linda. Mas não é isso que vem bem ao caso no momento. Aliás, não sei o que vem ao caso no momento. Escrevo em linhas e percebo o quanto minha escrita mudou, o quanto minha capacidade de pensar mudou. Meus pensamentos são outros, tudo muda. A mudança é a coisa mais bela que existe, dada pelo tempo. O tempo é sábio, e o tempo de mudanças acontece a todo tempo.
Não me sinto coerente em nada que escrevo no momento, mas qual o problema de não haver coerência? A confusão é poesia, a confusão é bela. A dúvida é essencial na vida, imagine uma vida repleta de certezas, sem nada para se duvidar. Cairia no tédio, e o tédio pode ser fatal. Fatalidades da vida, acontecem o tempo todo. Coincidências, encontros, desencontros. Uma vida requer mais que isso. A vida é repleta de fatos. Fatos não, momentos. 
Olho para uma cadeira. Ela é realmente uma cadeira? Não, ela está uma cadeira. O abstrato que compreendemos é concreto, e na realidade existe algo que seja mais abstrato ainda. Nossa capacidade de pensar não chega tão além, mas afinal, estamos condicionados a viver em uma alienação que se segue apenas ao que nos dizem. Acreditamos em tudo que falam, e não tentamos pensar com nossas próprias cabeças. A triste realidade do cotidiano me pega, e quando paro para refletir sobre isso, percebo o quão leiga sou nesse assunto.

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