Acordou, se mexeu um pouco na cama. O despertador tocou novamente, resolveu levantar. Colocou seu chinelo e seus pés o levaram ao banheiro. Urinou, lavou as mãos e o rosto, se olhou no espelho. A mesma imagem de todos os dias. O mesmo olhar cansado. A mesma cara abatida. Seguiu para a cozinha, fez um café e comeu uma torrada seca. Seguiu novamente ao banheiro e escovou os dentes. Foi para o quarto e se vestiu. Saiu de casa. Chegou ao ponto de ônibus e esperou por quinze minutos, e subiu no ônibus até o trabalho. Chegou no trabalho, passou o cartão e foi até o elevador. Subiu até o terceiro andar e seguiu até sua mesa. Durante o expediente atendeu algumas vezes o telefone, assinou alguns papéis e ficou na frente do computador. Quando deu a hora, desligou o computador, juntou alguns papéis levantou-se e seguiu em direção a saída. Passou mais uma vez o cartão e esperou pelo ônibus de volta para a casa. Chegou em sua casa, foi ao banheiro e tomou um banho. Fez algum prato rápido, comeu e assistiu o jornal na TV, desligou-a e se deitou.
Seguiram-se dias iguais, e uma rotina que não chegava ao fim. O tédio lhe engolia dia a dia e de maneira com que não percebia o que se seguia. Vivia assim sem reclamar, sem sentir nada, amorfo, apático perante o tempo que passava sem aproveitar.
Acordou, se mexeu um pouco na cama. O despertador tocou novamente, resolveu levantar. Colocou seu chinelo e seus pés o levaram ao banheiro. Urinou, lavou as mãos e o rosto, se olhou no espelho. A mesma imagem de todos os dias. O mesmo olhar cansado. A mesma cara abatida. Seguiu para a cozinha, fez um café e comeu uma torrada seca. Seguiu novamente ao banheiro e escovou os dentes. Foi para o quarto e se vestiu. Saiu de casa. Chegou ao ponto de ônibus e esperou por quinze minutos, e subiu no ônibus até o trabalho. Chegou no trabalho, passou o cartão e foi até o elevador. Subiu até o terceiro andar e seguiu até sua mesa. Durante o expediente atendeu algumas vezes o telefone, assinou alguns papéis e ficou na frente do computador. Quando deu a hora, desligou o computador, juntou alguns papéis levantou-se e seguiu em direção a saída. Passou mais uma vez o cartão mas chegando ao ponto de ônibus resolveu seguir a pé. Passou em frente a um bar e resolveu entrar. Pediu uma dose de uísque, depois mais uma e assim até chegar a sexta dose. Estava anestesiado. Não sentia seu corpo da mesma maneira. Foi então que passou por ele uma mulher. Exuberante de fato, farta, extremamente maquiada, que se sentou ao seu lado. Falava sem parar, tragava seu cigarro e soltava a fumaça na cara do homem que parecia não estar vivo de fato. Ria sem parar e algumas vezes tocava em seu braço de leve. O homem pareceu reagir com os toques, e em algumas horas de conversa levantaram-se do balcão e saíram do bar acompanhados um pelo outro. Seguiram a um motel próximo, e ali ficaram por duas horas. Ao sair sem se despedir, o homem atravessou a rua e nada mais viu.
Não acordaria no dia seguinte.
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