20 janeiro 2013

Deitada como de costume. Seus pés se encontravam apoiados na janela, suas mãos apoiando a cabeça para que pudesse enxergar melhor o tapete estrelado que se formava no céu. Seus olhos não se desprendiam de tal visão, até se fecharem.
De olhos fechados acompanhava a singela melodia que era produzida pelo vento. Em breves momentos acreditava seguir-se de fato um canto, um sopro, uma música. O som produzido pelo encontro do vento com seu filtro dos sonhos lhe proporcionavam uma sensação de prazer que não podia ser substituída por nenhum outro momento. Acreditava que a companhia de si mesma era a melhor companhia que poderia encontrar para tais momentos. Afinal, sua reflexão se dava ao fato de conversar consigo mesma e com o silêncio.
O silêncio era um bom amigo, um amigo presente de fato. Havia se acostumado com a presença do mesmo durante as madrugadas e o nascer do sol. Eram momentos onde de fato encontrava a paz. 

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