Vou sair por aí, abraçar o sossego. Internar-me em lugar nenhum onde o som que se faça rompa o silêncio que se transforma em melodia a cada dia que se passa deitada em uma rede presa a uma solidão de aconchego. Um aconchego nos braços das ideias, que resolveram abandonar-me por tempo indeterminado. Espero que não tenham ido embora de vez, afinal nem se despediram. Talvez tenha tirado férias pois até as mesmas precisam de descanso. Mas quando não se raciocina, a loucura aproveita a deixa para penetrar o espaço que parece vazio, e a lógica não existe num raciocínio lógico, afinal nada existe.
E se nada existe de fato? A ilusão que se faz parece fingir muito bem uma realidade inventada, pois me sinto presa sem perceber o que de fato é real. Não acompanho muito as palavras que decidem se formar em frases que não penso de fato. Esse transe me consome dia a dia.
Sinto-me amortecida, meu rosto, minhas mãos, meus pés, meu cérebro. Quando o cérebro amortece, o pensamento se forma de forma lenta. Então acho que cheguei ao fim desse problema.
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