E toda beleza da vida? Como é doce o silêncio. Palavras mansas e tom ameno e paz para ser sentida. Desejamos o que nos faz bem, afinal a dor nunca é uma amiga. Minto, a dor talvez seja necessária ser feita, para lembrarmos que somos humanos e não somos perfeitos. De que vale a perfeição? A perfeição é fria, está petrificada. Gosto do imperfeito, gosto do calor. Calafrios percorrem a todo momento a todos, e estamos aqui rodeados de nós mesmos. Tenho esses sonhos com lembranças das quais não lembro, ou talvez apenas imagine o que de fato acontece. E se essas palavras estão jogadas e sem nexo? Qual o problema disso tudo? Seguir em linha reta é de fato enfadonho, desenhe-se com rabiscos e relevos.
Escolha sua estrada e a siga até onde puder. Escolhemos o tempo todo e somos bombardeados com as escolhas de todos a todo momento. Essa liberdade condicionada e de acordo com o que se segue. Prisioneira de mim.
Melodia se faz presente em meus momentos. Melodias e poesias, perco-me no meu mundo, na segurança do meu quarto, na liberdade das palavras, no poder do pensar, na força do sentir. Pele, cheiro, gosto, perfume, luz. Meu coração bate, os neurônios recebem sua corrente elétrica, o ar entra, o ar sai. Sorrio para ti, quero sentir seu gosto. Sinto a brisa pela janela, vejo uma pequena porcentagem do céu. Qual a vantagem de estar em um quarto escrevendo sobre nada? Ninguém percebe a mais nada, vivem presos no automático, automaticamente vivendo suas vidas. O tempo passa. Ele não volta. O relógio continua marcando as horas, e as pessoas continuam existindo. Velo suas engrenagens. Não se sabe mais o valor de viver, muito menos o valor de morrer.
Necessito da paz em sua plenitude. Aqui jaz uma mente em paz e um coração amado. E dando meu aval, finalizo.
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