Viver no anonimato, talvez essa seja a sina que acompanha os meros mortais.
Olha-se no espelho e vê a mesma coisa de sempre, já se acostumou com essa visão, afinal todos os dias se depara com a mesma. Mudar o que? Não sei muito bem se está satisfeita, mas nada pode fazer. Está condenada a essa aparência. Produzo minhas coisas com destino a mim mesma. Não almejo sucesso. Mas quem de fato é essa pessoa que julgo ser eu? Quem sou eu afinal? As pessoas têm um propósito, mas e quanto a mim?
Lá estava, sentada, apenas observando as outras pessoas passando. Cada qual com sua vida, cada qual com o seu sonho, cada qual com seu caminho. E ali ficou, e se questionou; e ela? Não encontrou muitas respostas.
Escrevo palavras que não julgo de péssima qualidade, mas me acanho ao mostrar ao mundo. Não necessito mostrar ao mundo. Há tanta competição, há competência, fico aqui no anonimato. Talvez eu seja uma anônima da vida, aqui em um canto qualquer. Não me preocupo, criei um certo conforto. Não almejo o centro das atenções, quero apenas aquilo que me dá prazer.
As pessoas têm problemas, todo mundo tem o seu. Quantos problemas coletivos e nenhuma solução, todos são covardes para tentar algo. Conformismo me irrita. E percebo que com o externo me revolto, mas quanto ao mais próximo possível - o eu - me conformo com pouco.
Queria ficar ali mais um pouco, consigo mesma. Era sua melhor companhia, quem mais lhe julgava, e quem menos lhe entendia.
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